sexta-feira, 25 de abril de 2014

O que eu tenho a oferecer

  Esses dias andei me questionando. O que sou eu afinal? Dizem que sou espontânea, engraçada, às vezes insuportável, pessimista... Enfim, isso é o que pensam de mim. Mas se você leitor me perguntasse o que acho, não saberia responder com exatidão.
  Há um tempo atrás eu diria que era uma pessoa feliz, com muitos a quem pudesse confiar, levemente satisfeita com a minha aparência, cheia de sonhos e planos. Hoje me vejo, de certo modo, desinteressante. É como se faltasse algo em mim, algo não estivesse completamente bem porque eu sinto um vazio que não consigo preencher.
  Me distraio com a academia, alguns livros ou trabalho, mas nada me completa. É uma solidão que não consigo compartilhar ou resolvê-la, pois exige de mim algo que não posso oferecer: eu mesma.
  Tenho a necessidade de viver sempre só, de não me deixar envolver, de não me prender. Tento ver esse meu problema como amor ao próximo pois não posso garantir a ninguém felicidade, é como se eu não bastasse. Sinto que não sou o suficiente por um tempo prolongado...
  Se eu me interesso por alguém tenho a necessidade de fingir, fugir, evitar, ignorar. Me sinto como um homem que após deitar-se com uma mulher tem a necessidade de dormir só e evitar o sono compartilhado. O sono seria no caso o selo, a marca do compromisso.
  E se me perguntassem se eu abomino relacionamento a resposta seria direta: Não! Porque na verdade eu não abomino mesmo, até faço planos para o meu futuro... A verdade é que eu nunca vi problema nos outros e sim em mim

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